Publicado a Ago 22, 2018

Anal Bleach – O mais recente upgrade para o comum anús

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Isto estava-me aqui entalado, (na garganta) e algum dia tinha que saír. 

Parece que a mais recente Trend veio para ficar. Não, não é o #KekeChallenge, isso é só estupido e o David Carreira que o diga. 

Falo-vos da mais recente técnica de beleza (seja lá o que isso for nos dias que correm) que envolve nada mais nada, nada menos que, clarear o ânus (ou olho do cú para os comuns mortais que não moram em Carcavelos).

Pois é meus amigos, chegámos a este ponto, em que ter um ânus sem pelo já não chega, mas também tem que estar branquinho, tipo Tide.

E em que consiste ter um ânus à Michael Jackson?

Pois bem, para simplificar a coisa, esta técnica tem como finalidade remover a pigmentação escura nas áreas circundantes do ânus (ou até vulva) para fazer melhorias estéticas. 

Várias técnicas podem ser utilizadas desde as mezinhas caseiras até ao aclaramento através de laser. No entanto, de todas, a mais utilizada é a técnica de aplicação de produtos próprios (cremes para o efeito). A grande maioria destes produtos são feitos à base de Hidroquinona, um despigmentante que atua nas células produtoras de melanina. Células essas que todos os verões procuramos que funcionem a 300% para ficarmos com o belo do bronze (ora querem melanina ora não querem, decidam-se).

Esta moda, tem vindo a ganhar terreno ao longo dos anos essencialmente devido à grande prática da mesma pelas atrizes de filmes pornográficos onde atualmente o “Anal Bleach” é quase considerado um standard (não que eu veja essas coisas). Já dizia o velho Oscar Wilde “Life imitates Art far more than Art imitates Life”. 

E perguntam vocês: “Oh Nu, mas qual é o teu problema com o ânus clareado?”

Pois bem, para além de ir contra (na minha opinião) toda a filosofia de vida naturista e autoaceitação, o aclaramento anal, quando usado através de técnicas que envolvam Hidroquinona, tem vindo a ser alvo de estudos para o potencial risco de saúde desta substancia que se encontra banida em vários países e também chegou a ser proibida pela FDA nos Estados Unidos apesar da sua reinstituição. (Foi a wikipédia que disse)

Don´t get me wrong, eu sou extremamente apologista de cuidarmos do nosso corpo e até apaparica-lo para nos sentirmos confortáveis. Cortar o cabelo, fazer a barba e a depilação fazer exercício físico e até apanhar um belo bronze são atos normalíssimos que não só promovem o bem-estar mas como também aumentam a nossa autoconfiança para estarmos confortavelmente em pelota à frente de meio mundo. 

No entanto, quando pomos a nossa saúde em risco, desculpem meus amigos mas é só parvo. Eu sei eu sei, existem outras técnicas. Mas será que vale a pena? Quantas pessoas vão olhar para o vosso olho ânus? E dessas pessoas, quantas delas vão fazer o comentário: “Já clareavas isso…” 

Vá lá vamos parar de fazer tudo aquilo que vemos na televisão ou que o YouTube diz que é porreiro.

Por este andar qualquer dia andamos por aí a comer cápsulas de Tide

Publicado a Ago 20, 2018

Erecção – O mito urbano

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Ao fim de alguns anos com uma filosofia de vida na sua grande parte, nudista, não deixo de me ver deparado com questões repetitivas quando sou questionado sobre a prática de andar em pelota como se nada fosse. Uma das mais recorrente é a questão das ereções.

Ora pois então. Elas existem, não as podemos negar e se a partir dos 60 ainda as tivermos já é uma sorte. No entanto, é um dos mitos urbanos mais presentes para alguém que seja curioso e queira experimentar o nudismo, seja ele onde for.

Pois bem meus caros, fear no more, em todos estes anos de praias nudistas, yogas nudistas, meditações nudistas e até andar em casa em pelota com convidados que não o fazem, posso garantir-vos que as hipóteses de isto acontecer são extremamente baixas.

É claro que ninguém é igual, no entanto, este mito urbano reside apenas no imaginário das pessoas exteriores à pratica do nudismo em espaços públicos. Na sua grande maioria, a ereção poderá ser “temida” pelo facto de nos encontrarmos nus num espaço publico, com outras pessoas a ver, ou então o facto de ser uma prática nova poderá trazer algumas sensações inesperadas. Tudo isso não passa 90% das vezes (não, não fiz nenhum estudo e apenas mandei uma percentagem para o ar) de medo. Medo do que possa acontecer, medo do que os outros possam pensar, medo de coisas…

Em todos estes anos de nudismo, nunca dei conta de uma ereção enquanto estava nu em frente a alguém, (a não ser…bem vocês sabem). Em todos estes anos de nudismo, nunca vi ninguém com uma ereção nem com um ataque de nervos causado pela iminência dela aparecer.
De facto, enquanto estamos despidos em frente alguém, todo esse medo desaparece, desaparece a partir do primeiro segundo em que entram num ambiente nudista. Isto acontece não pelo faco de tudo aquilo que acontece num ambiente nudista é encarado como algo perfeitamente normal.

Vamos ser realistas, no vosso dia a dia vocês não andam por aí de “tenda armada” constantemente (por exemplo, a pedir um café e um pastel de nata). E porquê? Porque é um ato normal, assim como ir a um espaço nudista onde vocês se sintam à vontade. Assim que o fizerem, todos os medos irão desaparecer e todos os mitos construídos nessas cabecinhas irão evaporar-se.

Por isso meus amigos, se o vosso receio de estarem completamente nuzinhos em frente a outras pessoas era o facto da vossa virilidade vir ao de cimo, ponham tudo isso para trás das costas e façam o que têm a fazer.

Só vivemos uma vez, aproveitem para fazer aquilo que gostam e estejam como acham mais confortável.

Vão ver que não se arrependem 🙂

Publicado a Jul 26, 2018

Naturismo sem Facebook. Também existe!

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Ele é GDPR, ele é Cambridge Analytica e até já começa com o pagamento para inserção em grupos e até reconhecimento facial. O Facebook é hoje em dia tudo menos um respeitador da privacidade.

É obvio que só partilhamos aquilo que queremos, mas o problema está quando o que partilhamos é “vendido” a alguém que desconhecemos e que nem fazem parte do TOS (terms of service) originais.

Pois bem, assuntos técnicos à parte, desde à dois meses para cá, decidi abandonar de todo o Facebook. Não é tarefa fácil, e o próprio Facebook não facilita, no entanto, já vamos para o terceiro mês sem qualquer tipo de uso nesta rede social. Por sua vez, a página aqui do blog irá cair em desuso, mas, para tudo existe uma solução e o futuro é procurar novos caminhos.

No que diz respeito ao naturismo, bem, há que mudar hábitos, e para aqueles que como eu, também querem abandonar esta (ou outra) rede social deixo-vos aqui o guia que irá ser o ponto de partida para estarem a par de tudo aquilo que se passa com o naturismo cá dentro e lá fora.

Associações:

Bom até aqui já alguns de nós conhecemos, mas nunca é demais lembrar que a grande maioria das associações naturistas vão fazendo updates regulares nas suas páginas.

www.fpn.pt

www.clubenaturistaalgarve.pt

www.cncentro.org

www.pensamentos-ao-vento.pt

www.spnaturalogia.pt/wp/

Redes Sociais:

Não há nada como pertencer ao grupo naturista que mais se identificam através do Facebook. Contudo, esta rede social tem vindo de dia para dia a decrescer naquilo que representa a privacidade dos dados dos utilizadores. Por essa mesma razão, muitos optam por abandonar o gigante das redes sociais. Mas como ficar a par do mundo naturista sem Facebook?

www.twitter.com

www.reddit.com

www.vero.co

www.tumblr.com

De todos acima mencionados, o Reddit é sem dúvida aquele que mais dinamismo e atividade tem por parte dos utilizadores. Maioritariamente em Inglês, o Reddit é uma comunidade que vive de subreddits. Imaginem um grande Fórum com vários subfórums.

Existem vários “subs” relacionados com o nudismo, mas de todos, o r/nudism é aquele que mais conteúdo tem.

A vasta participação dos utilizadores é um grande motivo para passarem por lá, mas, no entanto, o único senão é a falta de participação da comunidade portuguesa. No entanto, não deixa de ser uma boa alternativa ao Facebook.

E tu, que redes alternativas usas para te manteres a par sobre as novidades do naturismo?

 

 

Publicado a Abr 30, 2018

Yoga Nudista – Fiz!

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Estranhamente confortável.

É com a descrição acima que melhor consigo identificar a minha experiência com o Yoga Nudista.

Não sou de todo um praticante de Yoga. Pelo contrário, a minha weapon of choice é sem dúvida o fitness No entanto adoro ter a oportunidade de experimentar novas modalidades e com isso, novos desafios.

Foi o que aconteceu com a mais recente actividade do Clube Naturista Do Centro, Yoga Naturista. Decidi apostar nesta modalidade como complemento às actividades físicas que já pratico e digo-vos já, vale bem a pena.

E o que é o Yoga Naturista? É Yoga, mas sem roupa.

Todos nós já vimos ou ouvimos falar de Yoga, conhecemos em geral aquilo em que consiste e depressa chegamos à conclusão que a prática da modalidade poderá ser mais agradável sem roupa. Não só poderá, como de facto o é.

Cheguei ao local, e como em qualquer estúdio de Yoga, encontrei um grupo de 12 pessoas que estavam lá com o mesmo objectivo que eu, fazer Yoga em pelota.

Tivemos direito a uma breve apresentação do instrutor que nos deu a conhecer um pouco mais sobre o seu historial e também sobre a prática do Yoga. Ainda assim, para meu espanto foi-nos dado a conhecer que a prática mais natural do Yoga é efectivamente sem roupa, o que me fez questionar o porquê da falta desta vertente da modalidade.

Após a apresentação, passámos então ao “desfardamento”.

Apesar deste ser um acto perfeitamente natural para mim, fazê-lo num estúdio de Yoga com mais pessoas à volta foi uma experiência completamente diferente. A sensação de igualdade e vulnaberilidade é incrível, seguida por uma sensação de total conforto que nos deixa um pouco confusos.

Seguimos então para um complexo de movimentos simples onde o objectivo seria proporcionar algum aquecimento muscular e de seguida alguns exercícios de respiração.

A esta altura, já dava para esquecer que estávamos numa aula de Yoga Nudista e o facto de estarmos sem roupa era algo que já não fazia diferença.

O que começou a fazer realmente a diferença foi a dificuldade dos movimentos que nos era pedido para fazer. Desde a posição de Gato e Cão (posteriormente) até à posição de árvore, todos movimentos exigiam alguma concentração. Existiam adaptações para todos os gostos desde aquelas que tornavam o exercício fácil até aquelas que o tornavam quase impossivel.

Como é de esperar em qualquer aula de Yoga, damos connosco a tentar copiara posição do colega do lado ou da frente quando damos conta que não estamos a fazer nada de jeito. Pois bem, em ambiente nudista o mesmo acontece. Um rabo para ali, um pé para ali, esquerda ou direita, tudo serve para tentar completar o exercício.

Ao fim de 20 minutos já era possível ver algumas pessoas olfegantes e capazes de repousar uns instantes mas no entanto ninguém deu parte fraca. A aula continuou até ao fim.

Por fim, e para terminar em grande, passámos a uns minutos de repouso (mediação). A palavra de ordem era reter todas as boas energias que ali se passaram e memorizar esses momentos que nos irão servir de ajudar para aqueles dias mais stressantes.

Foi sem duvida uma experiência a repetir e estou certo que a tendência é para este tipo de movimentos crescer.

Para os interessados numa actividade regular poderão visitar o seguinte site:

http://yoga.cncentro.org/

Preços e localizações disponíveis.

Abraços!

Publicado a Mar 28, 2018

Roupa interior: Usar ou não?

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Pouco ou nada tem a ver com nudismo, no entanto é uma pergunta que frequentemente é feita dentro da comunidade. Roupa interior, é mandatorio usar, tem implicações na higiene pessoal ou é coisa do passado?

No meu caso pessoal, tem dias. Uso conforme a ocasião.

Uma breve pesquisa no Google é o suficiente para encontrar os especialistas do costume que defendem imperativamente o uso de roupa interior. Ou porque dão um suporte extra aos amigos lá de baixo, por questões de “segurança” ou até mesmo por questões de higiene. Este último poderá fazer algum sentido no caso das mulheres mas no entanto, no caso dos homens saudáveis é algo descabido. Sim, se um homem precisa de cuecas por questões de higiene algo de muito errado se passa. Vamos lá rever a técnica de limpar o rabiosque e tentar não deixar o malaquias a pinfat, ou lá o que é.

Javardices à parte, na minha cabeça é tudo uma questão de timming.

Tenho uma regra. Roupa interior durante o horário laboral sim, períodos de lazer não. Passo a explicar.

Andar sem roupa inferior é coisa que até é bastante confortável mas regra geral, dá nas vistas em roupas mais formais. No entanto Isso passa-me ao lado quando estou fora do emprego.

Vantagens? Existem muitas começando pelo conforto. Não há nada melhor do que nos sentirmos à vontade. Roupa interior de homem ou é justa e aperta ou é larga e fica enrolada. Sem nada por baixo é o que está a dar.

Implicações? Não tive até agora. Sou alguém relativamente limpinho então a questão da higiene não é um problema. Berguilhas? Tranquilo, existem aquelas com botões.

No final de contas, a resposta para esta eterna questão é simples. Faz aquilo que te faz sentir bem. Se a roupa interior te incomoda, não a uses. Só porque alguém diz que é politicamente correcto fazer algo não quer dizer que seja o mais correcto.

O teu corpo, as tuas regras.

Publicado a Fev 26, 2018

O meu rabo e o Instagram.

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Já tentei cortar, reeditar, mais para a esquerda, mais para a direita e mesmo assim parece que o Instagram anda a fazer das suas e não me deixa publicar a imagem de um rabo, o meu.

Não é que ele seja flácido ou com algum defeito de fabrico pelo contrario, está nos trinques, mas mesmo assim vejo esta foto removida sempre que a tento publicar. Isto pode acontecer por duas razoes.

Primeira razão possível, é o facto do Instagram ter na sua posse uma ferramenta detetora de rabos. Isso mesmo, o Instagram tem na sua posso um farejador de rabos na sua forma digital e manda-os embora assim que os deteta. No entanto, esta razão será pouco plausível uma vez que o que mais se vê no Instagram são rabos.

A segunda razão poderá ter origem no reporte da foto por alguma alminha que por ali ande e não goste do que vê. No entanto vamos manter uma coisa clara. A página do Instagram do @renuvar_naturismo é publica e acessível àqueles que a procuram. Se a procuram é porque se identificam com este estilo de vida e assim sendo, este estilo de vida inclui também, mas não só a bela visualização de rabos. Pode ser ainda que não achem piada ao meu. No entanto estou disponível para receber críticas, seja através da página do Facebook, Instagram ou até mesmo através dos comentários aqui do site. Digam o que não gostam e porque andam a reportar fotos de rabos através do vosso Instagram.

Cumprimentos à família 🙂

Publicado a Jan 27, 2018

Naturismo e a condição física.

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Bom, isto é um tema que dá pano para mangas e é relevante para naturistas mas também para aqueles que não o são.

Vamos partir pelo lado naturista da coisa.

O Naturismo é uma forma de viver em harmonia com a Natureza caracterizada pela prática da nudez colectiva, com o propósito de favorecer a auto-estima(…)

Ora bem. Uma das velhas máximas do naturismo, é não só o respeito pelos outros mas também o respeito por nós mesmos tanto a nível intelectual mas também a nível físico.

No que toca ao respeito pelos outros, no naturismo existe uma grande abertura, no entanto as coisas mudam de figura quando se trata de nos respeitarmos.

O facto de aceitarmos o nosso corpo não significa que ele esteja nas melhores condições. Muitas vezes o desleixo acontece e pomos em risco a nossa própria saúde. É claro que temos de ter em conta as pré disposições genéticas e os problemas de saúde que muitas pessoa têm mas no entanto, não consigo deixar de pensar que uma vasta maioria é apenas preguiçosa.

O exercício físico existe e recomenda-se mas ainda muitos o rejeitam e sobrepõem as dietas milagrosas detox (banha cobra). Isto é tudo menos respeito pelo nosso corpo, quanto mais viver em harmonia com a Natureza.

Muitos encaram o naturismo como sendo maioritariamente a prática do nudismo e esquecem-se deste (e outros) factor, ter uma condição física que não ponha em risco a nossa própria saúde.

20 minutos é todo o tempo necessário para conseguirmos efectuar um treino. No entanto é também o tempo que muita gente não quer desperdiçar em prol do bem estar físico.

A prática de exercício, não significa ter um corpo tonificado ou uma preparação física de atletas profissionais. Trata se de fazer o necessário para não pormos em risco a nossa saúde. Ter cuidado com a alimentação, com o álcool, vícios e excessos. Isto é um princípio fundamental do naturismo mas no entanto parece ser um dos passos mais difíceis de tomar. Vemos mais depressa alguém a despir-se de preconceitos e a frequentar espaços nudistas do que alguém a zelar pela sua condição fisica e a praticar alguma forma de exercicio.

Pois bem! Vamos tornar o ano de 2018 o ano em que mudamos isto!Vamos continuar a ser naturistas, mas naturistas saudáveis! Naturismo não é só estar nu. É estar em harmonia com a natureza, em forma e saudável!

Vamos deixar-nos de tretas e aceitar o nosso corpo como ele é e não aceita-lo no mau estado a que o condicionamos com os nossos vícios, desleixos e preguiça.

E tu? Consideras que a tua condição fisica está aceitavel? Enquanto naturista, o que podes mudar na tua vida para que ela se torne mais saudável?

 

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